O mundo em que vivemos, principalmente os países industrializados, é afetado gravemente pela presença de ruído que é considerado, de forma leiga, como um som indesejável, incômodo, molesto, conhecido popularmente como “barulho”. O ruído é um subproduto das máquinas, aparelhos e equipamentos que nos circundam cotidianamente, estando presente tanto nos ambientes de lazer quanto em alguns processos de trabalho.

O Avanço tecnológico, mais precisamente na atividade laboral, transforma a matéria bruta em produtos que facilitam a vida humana, mas geralmente, ao mesmo tempo em que ele cria benefícios, gera subprodutos ou agentes agressores que tendem a desequilibrar a relação entre o trabalhador e o meio ambiente causando prejuízos para sua saúde.

Um desses prejuízos é a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), uma doença auditiva de origem ocupacional, irreversível, que se  inicia por volta dos 05 anos de exposição, de forma leve e quase imperceptível,  atinge seu grau máximo por volta dos 15 anos de exposição. Várias pesquisas apontam como um dos agravos mais frequentes à saúde do Trabalhador, estimando que 25% da população trabalhadora exposta, segundo vários autores, seja portadora de PAIR em algum grau.

Apesar de existirem outros agentes causais para perda auditiva ocupacional, tais como produtos químicos, vibrações e gases tóxicos, é comum utilizar o termo PAIR, pois o conhecimento cientifico acumulado na relação com o ruído é bem maior, apresentando características bem definidas pela fisiopatologia, legislações e também por ser um termo popular entre os atores envolvidos nessa questão: profissionais de saúde, de outras áreas afins e trabalhadores.

A população exposta ao ruído não se restringe a um tipo específico de ofício, estando presente em diversos ramos de atividades, tais como indústria, agricultura, construção civil, educação, saúde, transporte, indústria petroquímica, entre outros.
O trabalhador que adquire esta doença ocupacional apresenta vários impactos para sua saúde que vão desde sintomas auditivos até sintomas extra-auditivos, tais como baixa auditiva, tontura, zumbido, dificuldade de comunicação, nervosismo, agitação, pressão alta, alterações do sono, entre outros. Especificamente os impactos na audição geram efeitos psicossociais extensos e, consequentemente, sua qualidade de vida é afetada.

Mas…calma! há solução para se evitar todos esses transtornos citados acima. As legislações do nosso país nos orientam para ações de prevenção e conservação da audição dos trabalhadores, dentro dos ambientes de trabalho, de modo à definir os direitos e deveres da empresa/indústria e dos trabalhadores.

Nos próximos conteúdos vamos saber mais sobre esses direitos e deveres e as soluções disponíveis. Se você já identificou esses problemas, entre em contato para que possamos definir o melhor serviço à ser contratado. Afinal, sua audição é um sentido muito precioso!

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